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Direitos Humanos foi tema do primeiro painel comemorativo da SONU


A ocasião, além de lembrar a criação e celebrar os 15 anos do Projeto, trouxe uma reflexão sobre a temática e o contexto internacional atual

Por Lucas Falconery


O painel “Direitos Humanos: Por quê? Para quê? Para quem?” abriu a série de atividades comemorativas pelos 15 anos da Simulação da Organização das Nações Unidas (SONU), nesta quinta-feira (21), na Faculdade de Direito da UFC. O debate abordou uma temática recorrente na SONU: entender os caminhos para alcançar e garantir a dignidade humana.

A mesa foi formada por Sidney Guerra, coordenador do curso de Direito da UFC, Fernanda Cláudia, coordenadora de programas acadêmicos da Faculdade, Gustavo Brígido, professor que instituiu a SONU, Alex Santiago, professor do curso, e Jáder Figueiredo, ex-participante do projeto. A conversa partiu sobre a importância de firmar os Direitos Humanos como base da sociedade global e a necessidade de desconstruir o tom pejorativo muitas vezes atribuído ao conceito.

Relembrando a primeira Simulação praticada na Universidade, Gustavo Brígido, professor substituto de Direito Internacional na época, contou que foi apresentado ao modelo por alguns estudantes e o utilizou como avaliação da disciplina. Ele lembra que o tema não tinha muito engajamento naquele período, mas que a SONU causou grande repercussão, atraindo até a imprensa local para o evento. Sobre a experiência, “Não tem quem participe da SONU e saia a mesma pessoa. Não tem como não ser impactado”, disse.

Enfatizando os ciclos que o projeto abrange, Jáder Figueiredo contou um pouco sua trajetória como participante, diretor, secretário administrativo e vice-secretário geral da SONU e sobre os laços que formou no percurso. Jáder pontuou que os Direitos Humanos servem para mudar realidades e que a Simulação ajuda a formar um raciocínio crítico ao estimular o conhecimento sobre os problemas internacionais. Ele ressaltou o caráter inclusivo que a SONU possui e destacou as posições que os ex-membros alcançaram em diversas áreas como jurídica, diplomática ou em coberturas jornalísticas.

Gustavo Brígido, sobre a atuação da SONU em esclarecer tais questões, ressalta “o protagonismo que os alunos assumem na defesa dos Direitos Humanos, porque vão para além dos muros da Instituição e conseguem, a partir de uma simulação, exercitar a prática dos Direitos Humanos”, disse.

O Secretário Geral da SONU, David Nogueira, disse que “a SONU existe para tornar o ambiente acadêmico mais inclusivo, para que mais pessoas tenham acesso ao conhecimento sobre políticas externas e Direitos Humanos”. Para a edição da SONU 15, David quer que o alcance da Simulação cresça e cumpra com objetivo de propagar discussões de relevância internacional. “A gente vive em um contexto político cada vez mais hostil. As pessoas precisam debater e ter acesso a essa discussão para que elas possam encontrar uma voz, e a partir disso, lutar por seus direitos”, reforça.



Fotos: Lucas Falconery