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[THE GLOBE] Segundo projeto de resolução é aprovado no Conselho do Ártico


Entre as soluções apresentadas na proposta de resolução, encontra-se presente a criação de um Centro de Preservação Internacional da Fauna e Flora do Ártico que será localizada no Canadá

Mariana Bueno

Noruega

Na segunda sessão deste domingo (13), o Conselho do Ártico debateu sobre os pontos a serem abordados no segundo projeto de resolução. Em um momento anterior, o comitê discutiu sobre soluções sustentáveis para a região do Ártico, incluindo a proteção de animais como o bisão, e a regularização de zonas de pesquisa, também foi debatido qual órgão iria financiar o projeto de preservação da fauna e flora do Ártico e foi acordado entre as delegações que será o Global Environment Facility (Fundo do Meio Ambiente).


Na proposta de resolução número 2, os países presentes no Conselho apontaram as seguintes soluções: a criação de um Centro de Preservação Internacional da Fauna e Flora do Ártico, que será localizada no Canadá, para que sejam preservadas as formas de vida da região; a locação de espécies de bisões americanos e europeus para territórios árticos, a fim de contribuir para amenizar os efeitos de CO2 no meio ambiente; incentivo à criação de governos regionais dos povos nativos do Ártico; criação no Banco Internacional de Combate aos Gases Estufa, composto por todos os países membros da CA; entre outros. Após as revisões do projeto, a delegação dos Estados Unidos não aprova a proposta por conta de uma confusão nas palavras, mas após emenda o projeto de resolução é aprovado no Conselho do Ártico.


Em entrevista, o The Globe and Mail perguntou a Fernanda Régio como essas propostas podem melhorar a qualidade vida no Ártico e principalmente, no Canadá que estava enfrentando problemas de superpopulação. A delegada respondeu “O Ártico para o Canadá é fundamental para sua identidade nacional, é a casa de muitos canadianos, incluindo os povos nativos. [...] E que possamos levar a solução do desenvolvimento sustentável do Ártico para os nossos países também, pois o fenômeno de aquecimento global está presente em todo nosso planeta.”


Todas as delegações presentes contribuíram efetivamente para a discussão da floresta de preservação na região do Ártico, assim como os demais tópicos. O delegado da República da Polônia, Guilherme Siqueira merece um destaque pois apesar de não ter territórios na região, participou abundantemente do debate no Conselho do Ártico.

(Foto: Reprodução)