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(FOLHA) Após sessões tumultuadas, Senado Federal inicia votação do processo de impeachment de Dilma Rousseff


Senadores trocaram farpas e criticaram o governo da pedridente

Na tarde desta sexta-feira (27), foi dado o prosseguimento às discussões no Senado Federal que analisa o processo de Impeachment da atual presidenta Dilma Rousseff. A sessão começou com um debate fechado e teve discursos bastante acirrados.  Estiveram presentes representantes do Partido dos Trabalhadores (PT), o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), Democratas (DEM), Partido Socialista Brasileiro (PSB), Partido Democrático Trabalhista (PDT) e do Partido Progressista (PP).


A bancada do Partido dos Trabalhadores se mantém na tentativa de defender o mandato da presidente Dilma Rousseff. O mandato de Dilma foi criticado por Renan Pessoa, membro do partido Democratas (DEM), que afirmou que esta é “tutelada”, ou seja, não se desvincula do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A sessão foi conduzida por Tiago Lobo, presidente do STF e marcada por discussões calorosas e acusações entre os partidos.


Isac Arcanjo, membro do PT, afirmou que um Impeachment no atual cenário da política nacional seria uma forma de regredir e que não seria algo benéfico para o Brasil.


Bárbara Marques, membro do PT, defendeu que não há repreensão dos movimentos relacionados a necessidade da destituição do cargo da presidenta. Bárbara afirma também que a população tem total direito de reclamar do que consideram errado. Ao se referir como “golpe”, a senadora declarou que a intenção foi atingir outros partidos, e sim, desconsiderar tal extremismo que pouco seria benéfico para os brasileiros. O senador do PSDB, Bruno Uchoa em entrevista para a Folha voltou a criticar a presidente Dilma e o Partido dos Trabalhadores.


“A presidente Dilma, não faria e nem seria capaz de fazer isso, porque desde o primeiro mandato teve a oportunidade e não o fez, por que faria agora ?  Respondo com um certo grau de certeza, pois a política do PT é baseado no pagamento de propinas e em esquemas de corrupção.”, declarou.


Quando questionado sobre o posicionamento do PSDB sobre o Impeachment de Dilma Rousseff, Ucho pontuou que a presidente ultrapassou todos os limites.


“Sim! O PSDB está com o povo, apoiamos inteiramente as manifestações a favor do impeachment da presidente. O governo do PT cometeu graves crimes durante seu governo, mas a Dilmas ultrapassou todos os limites possíveis de tolerância no que se relaciona a assinatura dos decretos.” concluiu.    


O senador respondeu também às acusações golpes dos representantes do Partido dos Trabalhadores. Uchoa acredito que o uso desse termo é uma estratégia dos petistas para alegar que as acusações contra Dilma fazem parte de um golpe.


“Quando o PT diz que é "golpe", ele está querendo transformar em um grande momento histórico, alegando que uma presidente eleita democraticamente está sendo deposta de maneira ilegal.” finaliza.


Natália Jéssica do PP afirma que as ações discutidas no comitê não devem ser consideradas como golpe, pois as acusações são reais. Ela se absteve de expor seu voto durante a sessão e reforçou a necessidade de interpretar as discussões como algo coletivo a favor do povo brasileiro.


José Bonifácio do PMDB indica que o Brasil precisa de uma nova esquerda, pois o PT teria perdido sua honestidade e já não representaria uma posição sólida em seu posicionamento político. Após essas discussões, a votação em relação ao impeachment foi iniciada e o resultado será anunciado no fim do dia.